sábado, 28 de julho de 2012

Mãe

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Não acredito que você se foi. O vazio por aqui está infinito...Não sei se vai amenizar um dia a dor que estou sentindo pela sua perda, mesmo com todos dizendo que a dor vai embora, ficando somente a saudade... Mesmo morrendo de saudade de você, indignada pela sua partida, uma coisa me conforta, e muito. Eu tive tempo, mãe. Tempo de falar pra você o quanto te amava...tive tempo de te colocar pra dormir todos os dias, durante muito tempo, tempo de comprar tudo o que você estava com vontade, tempo de conversar sobre tudo, tempo de te tranquilizar...tempo de te amar incondicionalmente e largar absolutamente tudo pra estar ao seu lado. Meu amor por você é infinito, e só vai aumentar com o passar do tempo...Mesmo você estando longe de mim, meu amor não vai deixar nunca de crescer cada vez mais,...

domingo, 15 de julho de 2012

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A menina das tranças no cabelo corria de um lado para o outro da casa, sem parar, fazendo ranger a estrutura velha do antigo casarão com ares de abandono na rua sem saída em que viviam. A madeira já ressequida pelo tempo rangia ao menor toque das solas de sapatos cautelosos, dos sapatos da pequena criança então, as madeiras passavam a emitir uma sinfonia desordenada de sons desconfortáveis que ecoavam pelos corredores vazios da casa. E parecia que quanto mais barulho emitiam as madeiras, mais a menina corria, pulava e ria. Ela gostava do som, em contraste ao silêncio de tudo aquilo. A quem olhasse, parecia que a menina das tranças amarelas...

Tempo

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"Quero valsar aquela antiga canção, que dizia que o tempo era meu, que faria com ele o que bem quisesse, que tudo sempre estaria lá, que tudo sempre retornaria. Só mesmo naquela velha canção, já rouca pelo tempo, é que as coisas assim se dão. O tempo e o vento, aprendam, só traz saudade e desalento, carregando consigo a felicidade de onte...

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